Eletricista em roupa de trabalho a medir num quadro elétrico aberto num corredor de Lisboa

Substituição do quadro elétrico em Lisboa.

Sinais de que é o quadro

Quando o problema não é o aparelho

A maior parte dos disparos vem de alguma coisa ligada à tomada. Mas há sinais que apontam para o próprio quadro, e vale a pena reconhecê-los porque são os que não melhoram sozinhos.

  • Fusíveis de porcelana ou de rosca. Se a proteção da casa é um fusível de louça com fio lá dentro, a instalação é anterior a todos os dispositivos de segurança que hoje seriam normais. Continua a funcionar; funcionar não é o mesmo que proteger.
  • Não existe diferencial nenhum. O aparelho que corta quando há fuga de corrente para a terra é o que protege pessoas, e não cabos. Muitos quadros antigos de Lisboa simplesmente não o têm.
  • Quadro sem posições livres. Com tudo ocupado, o circuito seguinte vai duplicar-se sobre um existente — é assim que uma cozinha acaba na mesma proteção que uma casa de banho.
  • Calor, plástico acastanhado ou cheiro junto à caixa. Plástico descolorado perto de um terminal é uma ligação frouxa. Isso é assunto para hoje.
  • Dispara com tudo desligado. Depois de isolar os circuitos, se continuar a cortar, a avaria mudou-se para dentro do quadro.
  • Nada está identificado. Não é perigoso por si, mas transforma cada avaria futura numa hora de investigação que paga do bolso.
O que a obra envolve

Três coisas que decidem o tamanho disto

Substituir um quadro parece trocar uma caixa. Num apartamento antigo de Lisboa é normalmente o momento em que o resto da instalação dá a sua opinião — e é por isso que orçamentos para o mesmo trabalho variam tanto.

O que está por trás do quadro

Um quadro novo protege os circuitos a que está ligado. Se esses circuitos não tiverem condutor de terra — normal no edificado mais antigo — a proteção moderna não consegue fazer metade daquilo para que foi desenhada, e a conversa alarga-se sem ninguém a ter pedido.

Onde está o contador

Em muitos prédios de Lisboa o contador está numa caixa comum no rés do chão e o quadro está no seu corredor. Tudo o que envolva o lado da alimentação ou a coluna montante implica falar com o prédio, e às vezes com o operador de rede, o que acrescenta dias e não horas.

Quanto tempo pode ficar sem corrente

Uma substituição simples ocupa um dia de trabalho com a casa boa parte dele sem energia. Se alguém trabalha em casa, ou se o congelador é um problema, isso planeia-se em vez de se descobrir a meio da manhã.

Não há nesta página nenhum preço para este trabalho, e isso é intencional. As plataformas portuguesas que publicam valores para pequenos trabalhos elétricos não publicam nada para a substituição de um quadro, e o estudo de mercado feito para Lisboa também não encontrou nenhuma fonte pública com um intervalo. Em vez de vestir um palpite de investigação, a posição honesta é esta: conte com um orçamento que reflete o número de circuitos, a existência ou não de terra e a localização do contador — e peça-o por escrito depois de alguém abrir o quadro e olhar. O que existe publicado para trabalho à hora está na página de preços.
Onde estão os quadros antigos

É a idade do prédio, não a freguesia

O padrão segue as datas de construção e não os códigos postais. As freguesias centrais anteriores à guerra e os grandes conjuntos dos anos 60 e 70 nas duas margens são onde ainda aparecem quadros originais; o edificado posterior a 1998 raramente tem o mesmo problema.

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Sobre o quadro

Perguntas que aparecem com a portinhola aberta

O quadro antigo não se pode simplesmente reparar?

Às vezes sim, e vale a pena perguntar. Um único aparelho avariado dentro de um quadro moderno e são é um trabalho pequeno. Um quadro de fusíveis de porcelana sem diferencial não é reparável em nenhum sentido útil — pode mantê-lo vivo, mas está a manter uma coisa que já não faz aquilo para que existe.

Quanto tempo fico sem corrente?

Numa substituição simples, a maior parte de um dia de trabalho. Mais, se for preciso identificar os circuitos um a um porque nada está etiquetado — o que num apartamento antigo é o caso normal e não a exceção. Conte com isso para o congelador e para quem trabalha em casa.

Preciso de autorização do condomínio?

Para trabalho dentro da sua fração, não. Precisa de falar com a administração se a obra tocar na coluna montante, na caixa de contadores ou em qualquer coisa no patamar. Vale a pena perguntar cedo, porque as administrações têm o seu próprio ritmo.

Um quadro novo acaba com os disparos?

Só se a avaria fosse o quadro. Proteção nova costuma ser mais sensível e não menos, por isso um problema na instalação ou num aparelho aparece mais depressa depois da obra e não menos vezes. É o aparelho a funcionar bem, mas é melhor saber isso antes.

Vou comprar a casa. Faço isto antes de me mudar?

Se vai acontecer de qualquer maneira, uma casa vazia é muito mais barata e muito menos incómoda do que uma casa mobilada, e é o único momento em que abrir uma parede não custa nada de extra. Mande ver o quadro durante o processo de compra e não depois de receber as chaves.

Posso comprar eu o quadro e só pagar a mão de obra?

Pode, e há quem o faça para poupar, mas isso passa a escolha do material para si. A maioria dos eletricistas prefere especificar aquilo por que vai responder, e uma caixa escolhida só pelo preço é um mau sítio para ter poupado.

Mostre o quadro

Uma foto responde a metade das perguntas

Uma imagem do quadro aberto — a fila de aparelhos, as etiquetas se existirem, a marca na caixa — permite dizer de imediato se isto é reparação, substituição, ou uma conversa maior.

Não tem a certeza se é o quadro?

Envie uma fotografia e a morada. Quem faz isto todas as semanas diz-lhe o que está a olhar.

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